Em 2017 o cantor John Mark McMillan lançou um álbum bastante maduro, tanto em relação as letras como também em relação ao som produzido, já que temos muitas experimentações do cantor nesse trabalho. Se antes tínhamos um som com muita guitarra e voz, aqui temos sintetizadores, experimentações sonoras, onde John deixa de lado o estilo para apostar em um rock mais alternativo, com vocais com efeitos e imperfeiçoes propositais. Temos até mesmo momentos de post-rock no disco, que acaba misturando-se com a mensagem das letras. O nome do álbum nos fala sobre o mercúrio que é algo difícil de controlar e também o relâmpago, que é como se fosse uma intervenção súbita de Deus, mostrando o trabalho mais como uma oração pessoal.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
John Mark McMillan- Mercury & Lightning
A primeira canção do álbum traz o título do trabalho, "Mercury & Lightning" que é cheia de efeitos e traz uma voz distorcida no vocal, com uma letra que fala a respeito de caos interno com a soberania de Deus como um relâmpago, pois Deus não espera você se organizar por dentro para agir. Em "Winderlove" temos a reflexão sobre um amor mais selvagem, aplicando-se tanto ao amor humano quanto o amor de Deus, trazendo uma guitarra mais emotiva. "Enemy love" é cheio de experimentações, com uma letra falando sobre pensamentos que nos roubam a paz, mostrando a luta que muitas vezes vivemos. A música "Persephone" fala sobre crescer em lugares escuros para que o novo pode nascer. Sendo mais intimista temos "Death in reverse", falando sobre redenção como um processo inverso da morte. John Mark retorna as origens na canção "Raging moon", com aquele estilo de guitarra mais cru, fazendo uma metáfora com a lua furiosa e as emoções que ficam fora do controle, buscando mostrar que nem tudo o que sentimos é o que nos define.
John Mark se destaca muito na musica "Body in motion", onde ele tem a melhor performance vocal desse álbum, falando que devemos seguir em frente, mesmo quando não temos a clareza total das coisas. "No country" segue o mesmo padrão de som com as guitarras cruas, com o vocalista cantando sobre as diversas versões falsas de quem somos em nossa rotina. A canção "Fumbling towards the light" é muito boa e possui um refrão marcante, com uma letra muito humana, que trata de uma fé imperfeita, mas que ainda assim continua em movimento. O disco termina com "Nothing stands between us", que já nos lembra o som congregacional, quase um worship, sendo uma declaração da grandeza e soberana de Deus, mostrando que nada consegue resistir ao que Deus decide sustentar. John disse que o disco não foi pensado para as músicas serem tocadas na igreja, mas como se fosse um diário, ainda mais com as canções não possuindo refrões marcantes, com uma letra que segue de forma continua com sua mensagem. Buscando mostrar que nossa fé as vezes é imperfeita, John também manteve os seus vocais imperfeitos nas gravações.
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